Eu não sou fácil

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Sempre me disseram que eu era um personagem de novela mexicana. Morro de tanto chorar, esperneio, faço charme, fico triste, faço drama, acho que vou morrer. Sofro muito, e sofro tudo de uma vez só. Sorrio muito, e é de uma vez só também. Não sei economizar sentimentos. Depois de chorar até faltar o ar, seco as minhas lágrimas com uma mão só, levanto bem devagar e sigo a minha vida, esqueço tudo que passou. Não guardo mágoas, ressentimentos e nem rancor. Não sei economizar nada, nem amor, nem dinheiro, nem raiva. E dou tudo de uma vez. Sou uma palhaça de circo de tão alegre e melancólica. Sou um vinho de tão doce e enlouquecedor. Sou uma mulher séria, adultinha, responsavelzinha que toma conta do mundo. Sou uma menina carente, que precisa de colo, de afago e de um pouco de chocolate quente. Sou ciumenta, extremamente. Tenho ciúmes de tudo. Da minha filha, dos meus amigos, dos meus amores. Falo alto, grito. Grito que amo na mesma intensidade que grito que odeio, e é tudo muito sincero. Sou sincera, o tempo todo, transparente até não poder mais. E minha vida é uma loucura tão grande, que quando eu conto, parece mentira. Eu adoro chorar, choro de felicidade, de emoção, de tristeza. Choro só por chorar. E eu amor sorrir. Dou risada de tudo, até de gente caindo na rua, é feio, mas incontrolável. É isso, eu sou incontrolável. Sou impulsiva, sou desesperada. Não sei dissimular, não sei falar com rodeios. Não jogo com ninguém. Faço tudo que tenho vontade. Se tiver de ligar eu ligo, se tiver de mandar email eu mando, não fico me obrigando a sentir coisas que não sinto. Não consigo controlar as minhas vontades. Sou difícil, bastante. Sou pesada, muito pesada. Até as minhas longas saias coloridas pesam. Não tem que me suporte quando eu rodo as minhas saias coloridas. E é difícil me carregar. Tarefa para raros. Aparentemente sou uma flor...mas cheia de espinhos. Sem cuidado, sou de ferir. Como diz o Caio “meu ser é de faca e não de flor”. E quando eu digo que não vai me agüentar, eu falo sério. Eu sou pesada e cheia de espinhos. E eu sei disso. Por isso facilito, por isso vou de mansinho e ensino a minha dança. Eu ensino como cuidar de mim, porque eu sei, não sou fácil.

Ciático

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Essa porra dói, né?
Acordei 7h da manhã, só consegui me levantar da cama às 9h e mesmo assim depois de chorar muito de dor.
Agora to aqui, numa posição só, esperando a injeção enorme que o Doctor House mandou me dar, fazer efeito. Um óleo estranhissimo que entrou feito foguete.

Diz que tenho que ficar de repouso absoluto.
E diz que tenho que fazer vários exames, porque a minha situação tá feia.

Os médicos espanhois são gentis até não poder mais.:(

Para um filho da puta sem coração

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Eu adoro o Lulu Santos, mas é impossível ouvi-lo sem lembrar do meu namoradinho de quando tinha 18 anos.

Eu tinha uns 18 anos anos, a gente namorava a quase 1 ano, aquele nosso namoro de final de semana, de ponte aérea, de família vigiando. Um namoro tão perfeitinho que me irritava, confesso. Eu queria mais era dançar, era rodopiar por aí. Morava em Ipanema, e era feliz, colorida. Tinha as bochechas vermelhas e naquela época eu ainda gostava do sol. Ele vinha me ver, e a gente fazia muitas coisas legais, mas o mais legal daquele namoro era passar as tardes ouvindo Lulu Santos, dançando nas mais agitadas e se abraçando no "Um certo alguém", essa sempre vai ser a música daquele namoro de adolescencia, aquele namoro sem regras e sem certezas, mas que fazia um bem tão grande, que vez em quando eu sinto saudade. Um dia desses eu senti tanta saudade que decidi reviver, mas sabe, a gente já não tem mais 18 anos, o Lulu já está de cabelo branco, o sol me deixa bastante nervosa e Madrid não se parece em nada com Ipanema.
Mas ele sempre vai ser o meu namoradinho, a gente sempre vai poder confidenciar coisinhas e brincar disso. E quando eu for ao Brasil, ele vai me encontrar no Rio, e a gente vai comer o melhor brownie da cidade (na nossa opinião), a gente vai ao BG e falar algumas besteiras sem medo do dia seguinte.
Ele não é o meu "certo alguém" e nem se parece em nada com o homem dos meus sonhos mas sempre, sempre, sempre, é ele quem cura a minha ferida, é ele quem fala a palavrinha mágica para me deixar um pouco mais feliz, é ele quem me sacode, abre a janela e obriga o sol a entrar. Por mais que ele seja um filho da puta sem coração, é o único filho da puta sem coração que teve paciência para conhecer o melhor de mim.
Um dia eu entrei no avião, larguei a minha vida e caí no Oceano, quase me afoguei, mas ele me salvou. Um dia eu me joguei da corda bamba, e ele estava lá em baixo, pronto para me segurar, porque sabia que eu era pesada demais e não seria tão fácil me carregar.

O meu namoradinho de quando eu tinha 18 anos é o único filho da puta sem coração que eu deixo opinar sobre a minha vida. E quem sabe um dia, quando eu tiver coragem de ficar loiríssima de novo, e voltar pro sol de Ipanema, a gente não possa brincar de ouvir o Lulu Santos no volume máximo?

Eu não sei viver sozinha

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Eu abri o blog pra falar sobre o chá de rosas brancas que to tomando nesse momento e minha homeopata diz que é ótimo e dá um soninho delícia. E como já são quase 3 da manhã eu to super precisando de um soninho delícia.

Mas aí que eu tava no MSN com o Marcos, um amigo de infância que passou parte da vida apaixonado pelos meus lindos olhos castanhos guaraná e no final casou com a mulher dos olhos azuis mais lindos que já vi na vida, falando sobre as novidades e quando eu mencionei muito superficialmente que havia conhecido um carinha mais ou menos bonito, mais ou menos legal, mais ou menos qualquer coisa, ouvi tudo que precisava para meu dia terminar (começar) feliz:


Marquinhos - Trabalhando!!! diz:
*sabia...
Patrícia diz:
*sabia?
Marquinhos - Trabalhando!!! diz:
*sim.
Patrícia diz:
*pq?
Marquinhos - Trabalhando!!! diz:
*pq vc não consegue ficar sozinha...imagino o quanto vc esteja carente até pq vc sempre foi uma pessoa carinhosa e dada no bom sentido, da maneira como falou...rs...já te conheço de outros carnavais...rs
*esqueceu?
Patrícia diz:
*eu não consigo ficar sozinha?rss
Marquinhos - Trabalhando!!! diz:
*não.
Patrícia diz:
*pq vc tá dizendo isso?
Marquinhos - Trabalhando!!! diz:
*não me lembro em todos esses anos de vc ter ficado muito tempo sem namorar...apenas isso.
*e nem vc se lembra tb...rs
Patrícia diz:
*nao mesmo
*rs
*eu não dou sorte, isso sim. Preciso encontrar alguém sério, que confie em mim, que cuide de mim, e enquanto não achar

*desculpa, eu vou continuar tentando.




To até pensando que ele mais bonito do que feio, mais legal do que chato....
Aii, é impossível ser feliz sozinho, poxa!


*Enfase no "dada no bom sentido", ele é muito gentilzinho mesmo...hahaha
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"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém."

Primeira roupinha do Tadeu

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Depois de vestidos rosas, flores e bonecas na gravidez da Alice, estou realizada comprando as coisinhas do Tadeu, tudo tão mais simples...rs


Não, eu não estou grávida.

el amor valiente

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Ontem de madrugada saí para fazer umas compras. Eu gosto da Espanha por isso, aquele shopping 24horas é o lugar ideal para solitários, como eu.
Alice com sua abuelita, e uma casa toda para mim.

Sábado à noite, nenhum convite interessante e ao invés de enfiar as meias e ir para debaixo do cobertor, fui fazer compras.

O horário mudou aqui, então fiquei mais perdida ainda. Saí do shopping 3h da manhã, no caminho de casa vi um barzinho aberto. Parei o carro e decidi entrar ali, pedir uma coca-cola e vir embora. Mas tava rolando uma música boa, então fiquei um pouco. Tive vergonha de perguntar o nome da banda, então peguei meu moleskini e comecei a anotar uns versos para procurar quando chegasse em casa.
Cheguei, joguei as sacolas em cima do sofá, sentei na cama com meu copo de leche merengada na mão e decidi procurar a música.
Pois o grupo chama Deluxe. E o nome do álbum, olha que pertinente, é Fin de un viaje infinito. O álbum todo é fabuloso, mas El amor valiente caiu no meu gosto. Achei no goear, e tá aqui. A trilha sonora do meu sábado solitário, agora com nome e tudo.


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"Porque eu te juro, de todas as coisas do mundo, eu só queria olhar pra você."
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-Quando você deixou de me amar?

-Um dia eu decidi não pensar mais em nós dois, e aí te deixei de lado. Tempos depois eu percebi que não te amava mais, e foi assim.

-Tarde demais?

-Sim, tarde demais.

-Ok, eu teria te amado para sempre. Vou viver a minha vida.

-Boa vida.

-Pra você também.
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Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
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Há sempre no escuro um brilho.
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Nada do que é importante se perde verdadeiramente...Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.

[Miguel Sousa Tavares]

E vou...

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plantar magnólias e ter uma espreguiçadeira para ler revistas fúteis enquanto a minha boneca dos olhos castanhos enterra feijões na terra e rega, esperando que cresçam. Eu vou ter uma grelha para fazer frangos deliciosos com saladas saudáveis nas tardes intermináveis de sábado. Eu vou adormecer em uma varanda, virada para uma plantação de rosas, onde eu possa sentir o seu cheiro mesmo que não as veja. Eu vou ter vizinhos que gostem de peixe frito e arroz com cenoura, e farei panquecas para que a gente possa trocar no domingo a tarde. Eu vou secar a agua da chuva nos dias de inverno enquanto meus filhos brincam de salvar os bichinhos perdidos nas inundações caseiras. Eu vou ter uma casa com quintal!

Eu quero...

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encontrar uma casa com terraço e vista para o rio. Escolher as cores das paredes e ter o chão em madeira clara. Queria desenhar meus próprios armários e ter uma cozinha com uma geladeira imensa. Queria um sofá virado para a luz e uma espreguiçadeira com almofadas coloridas para me deitar lendo o jornal enquanto a ouço brincar. E quero tanto uma casa com terraço.
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Aí eu lembrei do CFA:

"e que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
- mas não seria natural.
- natural é as pessoas se encontrarem e se perderem."
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Eu saí de casa com um casaquinho leve por cima de um vestinho de flores (aquele que é ridículo, lembra?) e uma sapatilhazinha verde, pra tomar um café na esquina. Fui a passos lentos sentindo o ventinho quase gelado no meu rosto e vendo a animação das pessoas por termos tido um dia tão ensolarado (como as pessoas ficam eufóricas quando o sol aparece, não?).

Fui todo o trajeto papeando no celular com a minha melhor amiga, rindo das besteiras que iremos fazer juntas nas próximas férias, almaldiçoando os homens maus que apareceram na nossa vida e comentando o preço absurdo dos vestidos mais lindos do mundo, até que eu senti um gotinha na ponta do meu nariz.

Desliguei o telefone, apressei o passo e entrei no café, estava só à uns 20metros, distância suficiente pra as gotinhas virarem gotões e molhar quase todo o meu cabelo. Sentei e pedi meu café, peguei uma revista qualquer e fiquei ali, entre uns goles e uma leitura meio fútil. Quase 1hora sem sentir nada, só o sabor de 3 xícaras de café com canela.

Esperei a chuva passar e saí da cafeteria. Já na porta eu senti alguma coisa. O vento que era quase gelado, estava bastante gelado e o casaquinho não suportava, esfreguei as mãos e coloquei no rosto e senti a ponta do nariz quase congelando, tentei apressar os passos para atravessar a rua e chegar em casa mas fui quase atropelada por um casal que corria na minha frente pra se proteger do frio repentino e olhando pra eles dois, eu comecei a sentir muitas coisas.

O primeiro sentimento foi a saudade. Uma saudade bem forte que parecia arrebentar o meu peito. Sentei no banquinho molhado, abri a minha carteira e peguei a única coisa que restou dele. Uma foto que imprimi do computador, para guardar perto dos meus documentos (sim, coisa brega, mas era pros momentos de saudade). Na foto ele tá com um casaco cinza e amarelo, uma calça cinza o cabelo meio seco meio molhado abaixado, mexendo numas plantas, ou sei lá o que é aquilo. E ele tá sorrindo, um sorriso bem largo que mal deixa seus olhos aparecerem.

E nessa hora eu tive o segundo sentimento. Tristeza. Eu senti uma lagriminha e ela molhou aquela foto que foi feita com um papel qualquer, e desbotou o rosto dele e caiu direto no sorriso. Mas eu sabia que ali tinha um sorriso, diferente daqui.
Eu não fiquei triste porque ele estava sorrindo, mas fiquei triste porque ele devia ter sentindo tristeza um diazinho sequer. Eu devia ter sabido.

E eu senti raiva. Porque eu devia ter lutado mais, eu devia ter feito o que ele pediu. E eu senti mais raiva, porque ele não fez absolutamente nada além de me pedir para fazer tudo. Ele devia ter lutado mais, ele devia ter me amado como disse que me amava, porque eu o amava exatamente como dizia.

E então eu levantei do banquinho molhado esbravejando e muito, muito brava por ter sentido saudade e tristeza antes de sentir raiva. Eu estava muito, muito brava por ter perdido mais uma lagriminha. Eu estava puta da vida porque ele, de novo, invadiu os meus pensamentos e voltou a fazer frio dentro de mim.

Acho até que resmunguei alto. Acho até que um senhor que passava na hora se assustou comigo. Dane-se, eu tava brava mesmo e todo mundo deveria saber disso.

No ponto alto da minha fúria rasguei a foto em mil pedacinhos e joguei no cesto da rua. Corri pro meu prédio, subi as escadas num ritmo muito acelerado, tranquei a porta, fechei as janelas e me recusei a pensar na possibilidade de voltar lá e catar.
Afinal, eu estou mais brava do que arrependida.

Nesse momento eu estou relaxando e quase ficando normal de novo, aquela nem era a foto mais bonita dele. Mas ainda tá meio gelado aqui dentro.

Eu fico feliz porque jajá vou dormir e quando eu acordar terá sol, talvez de noite faça frio de novo, e depois sol e depois frio. Mas terá um dia, eu tenho certeza que terá, que eu poderei tirar o meu casaquinho sem medo.

É primavera

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E a primavera está chegando por aqui.
Quase 20º em Madrid, e a felicidade de estar nesse lugar só aumenta.

Eu gosto do final do inverno, o cinza dá lugar a um colorido tão colorido que me anima.
O sol ilumina o meu rosto e expõe todas as marcas que o inverno deixou. Eu to um pouco assustada com isso, mas feliz porque tá clareando e dentro de mim tem uma certeza de que vai ficar tudo bem.

Já não posso mais chorar, não tem chuva pra fazer confundir. Tá na hora de sorrir e deixar o sol entrar.

Eu amo Madrid na primavera. Agora sim ela tem a minha cara.

A casa de Alice

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Eu nunca achei que seria mãe.

Não gostava nem de brincar de casinha, quando era criança. Eu tinha certeza que havia nascido sem o tal "instinto materno"...o tal dom mágico que surge como que por um milagre em toda mulher na hora do parto.

Tenho sérias dificuldades em administrar os "porquês" e "bicos" da Alice.
Nem sempre, no final do dia, tenho a paciência necessária para recortar palavras começadas com "a" e "i".

Eu definitivamente odeio "Cartoon Networks" e as dancinhas do Barney...não sei como explicar a ela que simplesmente, por mais incrível e inacreditável que isso possa parecer, não posso comprar tudo o que ela deseja...e eu nem sei como ela consegue desejar tudo o que ela deseja...

Não sei o que responder quando ela vem reclamando que as "costas estão coçando" com um ar de acusação como se eu tivesse culpa de ter gerado um ser...que pode sentir coceira nas costas. Não consigo ficar indiferente às suas "crises precoces de adolescente" e isso torna as tais crises ainda mais freqüentes e eu ainda mais intolerante.

Tento o tempo todo ferozmente resistir a tentação de resolver os seus problemas, tirar todas as suas dúvidas, elevar sua auto-estima, espantar seus fantasmas...nesses momentos me sinto o ser mais impotente e incompetente do planeta...

Sabe, ainda outro dia eu era uma menina mimada e bicuda que vivia com coceira nas costas.

Mas agora a casa é de Alice, e chegou a minha vez de entender o motivo das costas coçarem...
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foi assim o meu final de semana, de exílio...só hoje que saí um pouco...a missa de sétimo dia foi triste e dolorosa, ainda está dolorido mas tenho certeza que vai passar.

no mais, eu to bem...é, eu to bem!
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Que seja doce.

Ontem ele repetiu essa frase tão doce e esperançosa.
E hoje eu amanheci um pouco mais feliz. Aos poucos a felicidade vem...as portas estão abertas.
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No dia em que fui mais feliz tocou:

 Otis Redding - Try a little tenderness

Sem ar

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Quando corremos com toda a velocidade que pudemos para fugir dos nossos medos, devorando o caminho mais rápido que é possível, ficamos sem ar, tontos, asfixiados, precisamos sentar, ou até nos deitar num chão instável. Vemos as coisas desfiguradas, a nossa respiração passa a ter ruído e não conseguimos que o ar entre nos nossos pulmões e mate a nossa sede de vida. Podemos correr ao ar livre, mas quando o ar nos falta, nos sentimos fechados, encerrados numa mínima porção de espaço onde não tem o oxigênio que precisamos, e então a gente se asfixia.

Existem momento assim, em que simplesmente não conseguimos respirar.
E hoje o ar me faltou por diversas vezes, e já cega de tanta tontura eu lembrei que ainda existe um chão instável para me amparar.

Definitivamente: levantar de uma vez só não é aconselhável.
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"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios."

Caio Fernando Abreu

Só queria te contar

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"E eu colecionava vida para te encher dela depois... Agora encho quem ou o que? O que eu faço com a vida? O que eu faço com a graça da vida?"

"E eu queria te contar. Sei lá porque. Essa hora que a gente se contava me dava força sabe? Me dava gostosinho na alma."

"E a gente não fez isso. A gente não fez tanta coisa. Mas o que dói mesmo é esse finalzinho de dia. A hora que eu validava a minha existência com a sua atenção. A hora que eu representava o mundo para a única platéia que me interessa. A hora que eu me irritava um pouco, porque fazia parte. E então tudo isso que pensei e vivi ganhava um motivo maravilhoso e digno que era virar imagem no seu ouvido. Virar realidade. Agora fico aqui me perguntando se eu existo mesmo. Porque se não me conto para você, o que eu sou? Pra que serve?"

"E a cadeira balança com o vento lá fora e quando eu vou ver tô chorando daquele jeito que faz mugidinhos."

"Puta merda. O foda é o final do dia. Sem me depositar em você pra respirar sem rinite. Sem bater meu cartão em você pra ter o descanso de quem pode terminar bem o dia."

"Eu sei, eu entendi. Só queria te contar...Eu sei que nunca é o que poderia. Mas eu amo você. Só queria terminar dizendo isso. Eu amo você. De verdade."





fragmentos de Tati Bernardi...sentimentos de Patrícia Bardazzi.
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A falta é a morte da esperança.
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e na hora em que eu quase fui feliz, o Otis começou a cantar e eu fiquei triste de novo.

Post-it

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Da mamma italiana para mim.

"Carpe diem. Esse é o final de semana mais importante da sua vida. E sozinha você vai aprender de onde sai a força. Tente se concentrar em você."

Uma hora esperança

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São 3 meses 18 dias e 6 horas desde o momento em que ele me deixou, desde o momento em que ele apertou o pause e seguiu com a sua vida. Durante esse tempo minha vida tem sido uma repetição estranha e dolorosa.

Quando acordo, antes mesmo de abrir os olhos a imagem dele sorrindo por algum motivo idiota me vem a cabeça e eu sinto meus lábios sorrirem de forma involuntária, fico feliz por alguns instantes, mas assim que passo a mão no meu rosto sinto meus dedos molharem e aí eu lembro de tudo que aconteceu em 3 meses 18 dias e 6 horas, a tristeza é tão instantânea quanto a alegria de lembrar do sorriso dele, e aí eu estou pronta pra levantar e encarar o meu dia. O meu dia sem ele. Eu abro os olhos e desligo o despertador do celular, agora já consciente de que não é ele ligando, é só o meu dia me chamando pra luta. Eu olho pro lado pra me certificar de que não estou em um pesadelo e é nessa hora que começo a me lembrar do sonho daquela noite. São mais de 100 noites de sonhos. No começo eram sonhos bons, atualmente são pesadelos estranhos e que podem estar lotados de significados, mas a certeza é de que todos esses dias ele me acompanhou enquanto eu dormia.

Vou ao banheiro, tomo banho e a água quente do chuveiro se mistura com uma lagriminha que insiste em cair. E na hora do banho eu também penso nele, às vezes eu penso que deveria estar reclamando porque ele não lava as costas direito e em outras vezes eu penso que deveríamos estar fazendo algum tipo de coisa impublicável. Quando saio do banho e vou me vestir também penso nele, penso em como ele gostaria de me ver vestida, e normalmente nessa hora me entristeço muito, porque eu sempre acho que ele ficaria feliz me vendo leve e colorida, mas aqui dentro está tudo tão pesado e escuro à 3 meses 18 dias e 6 horas que decido me esconder e coloco um jeans e uma camiseta preta.

Coloco os meus óculos de sol e saio do quarto, afinal, Alice não precisa perceber que eu chorei logo de manhã. E na mesa do café da manhã eu também penso nele. E penso que não deveria comer tantos queijos e tomar refrigerante logo cedo, penso que ele estaria reclamando e praticamente me obrigando a ser mais saudável. E eu troco o refrigerante por um suco e o agradeço por isso.

Tudo isso, sem tirar os olhos do celular.

Saio de casa pra fazer as minhas coisas, para cuidar da minha vida de adulta, e nessa hora eu penso muito nele. Quando estou sozinha no meu carro eu penso absurdamente nele. Eu lembro de cada detalhe da minha vida desde o dia 15 de julho de 2008. No rádio sempre toca alguma música que faça lembrar dele, em cada lugar que eu passo tem alguma coisa que o traga de volta e eu preciso me controlar pra não pegar o telefone e ligar pra ele. Eu preciso me controlar pra não dizer pra ele o quanto eu penso nele, o quanto ele me acompanha lindamente durante todo esse tempo.

E eu ligo o computador pensando nele. Abro meu e.mail de olhos fechados com uma esperança enorme e triste de que terá alguma coisa dele, qualquer coisa vinda dele. Tem dias que torço pra ter algum tipo de desaforo, só pra saber se ele realmente está bem, se ele realmente está ali, só pra saber se ele pensou em mim em algum momento, nem que tivesse sido naqueles 2minutos escrevendo um e.mail. E eu fico pensando que ele levaria mais de 2minutos, porque pensaria em mandar o e.mail, depois iria abrir a caixa de e.mails, depois iria escrever o meu nome e me escrever, aí já seriam uns 10minutos pensando em mim e isso me enche de uma alegria estranha, mas quando vejo que não tem absolutamente nada eu sinto uma dor tão grande que preciso abrir bem a boca pra conseguir um pouco de ar, nas poucas vezes que tinha alguma coisa eu senti alguma coisa inexplicável, poderia ficar aqui falando um milhão de boas sensações, mas acho que não sou capaz de descrever. Não fiquei tão feliz pelo que estava escrito, mas porque ele havia pensado em mim e isso era uma prova concreta.

Abro o gtalk e o MSN e vou na janelinha dele pra ver sua foto, fico admirando seu rosto e fico compulsivamente olhando para ver se ele está digitando alguma coisa pra me mandar. E escreve um monte de besteiras, às vezes escrevo muito, mas normalmente apago tudo e pergunto como ele está. Eu o obrigo a pensar em mim, a lembrar que eu existo, a imaginar o meu rosto. Essa sensação não é nada boa, confesso. Eu me sinto envergonhada por tê-lo obrigado e logo saio de cena. O deixando em paz para me esquecer de novo. E sigo meu dia, e sigo com ele dentro de mim.

Quando chego em casa à noite, eu vou jantar e à 3 meses 18 dias e 5 horas eu como peixe. Tenho medo de ele chegar de surpresa e ficar desapontado porque estou comendo porcaria e dando porcaria pra minha filha. Ele nunca chegou, mas quem sabe um dia chegaria, precisava estar prevenida. Quando a casa dorme, eu começo a me preparar pra tomar a minha dose dele, é quase um ritual. Eu abro e.mails antigos, fotos e as nossas músicas. Choro bastante, faço como a minha terapeuta mandou, curto o meu luto, e choro muito, para que um dia ele vá embora junto as minhas lágrimas. Tem dias que ouço KT, em outros Otis. Tem dias que ouço os dois e tenho dias exclusivos que só ouço My Girl e Black Bird, nesses dias normalmente eu estou muito triste e com uma saudade que rasga o peito. Eu decidi à algumas semanas que diminuiria a dosagem. Cada dia eu apagaria uma foto e um e.mail (claro, todos estão protegidos em um pen drive especial, que está escondido dentro da caixa de remédios no fundo do armário). E a cada dia eu seleciono uma foto e um e.mail, é claro que trapaceio. Escolho fotos da família dele, e.mails bobos. Mas tem dias que fico firme e decidia e apago as fotos que mais gosto e os e.mails que mais li. Esses são os dias de Beatles, sem dúvida. Abro a minha caixa de e.mails e escrevo um milhão de coisas. Aperto o cancelar e vou dormir.

À 3 meses 18 dias e 5 horas ele é o meu último e o meu primeiro pensamento do dia, ele me acompanha em todos os lugares de uma forma delicada e triste.

Alguns podem pensar que isso é qualquer coisa perto da loucura, da obsessão. Mas eu posso garantir que não, isso é só amor, isso é o que qualquer pessoa que carrega a culpa de uma relacionamento fracassado faria se tivesse visto o amor da sua vida indo embora. E eu tenho certeza de que ele é o amor da minha vida, e justamente por isso sofro tanto e justamente por isso luto tanto para que ele não se vá. E eu fico muito revoltada comigo quando percebo que o rosto dele ta se apagando na minha memória. E então eu pego o pen drive e fico revendo aquelas fotos e decorando cada pedacinho e reparando em cada detalhe que já vi mil vezes.

Eu jamais o faria triste, o faria mal. Eu jamais atrapalharia a sua vida, por isso fico na minha, curtindo a minha dor aguda e crônica e com muita esperança de que um dia ela vá passar e vá se tornar uma dor bonita de sentir.

Eu sempre amarei esse homem, eu sempre o levarei dentro de mim para onde quer que eu vá. Mas hoje, conversando com ele e descobrindo que à 3 meses 18 dias e 5 horas eu não estou dentro dele, estou dentro da caixa que ele escondeu dentro do seu armário, eu decidi que seguirei a minha vida, exatamente como ele fez. E escrevendo essa coisa enorme eu percebi que 3 meses 18 dias e 5 horas é tempo pra caramba e suficiente pra deixar alguém guardado, mas não é tempo suficiente pra deixar de amar. Hoje eu pararei de contar e colocarei minhas saias coloridas no vento, deixarei meus cabelos soltos e sentirei que ainda existe vida aqui dentro. Eu sei que fiz algumas promessas e não consegui chegar nem ao dia seguinte, mas era num tempo onde eu ainda achava que ele poderia bater na minha porta com os olhos marejados e os braços apertos. Hoje eu sei que ele não virá, hoje eu me libertei dessa esperança tola e sem medo deixei a esperança de ser feliz entrar.

Eu não fui a mulher mais amada do mundo, mas à 7 meses 24 dias e 7 horas (vício é vício) ele é o homem mais amado de todo o universo.

Depois de hoje...

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e o meu coração embora finja fazer mil viagens fica batendo parado naquela estação...

Sawyer´s mistake

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3 anos não é tempo suficiente para se esquecer um grande amor.

Né?

Triiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmm

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Meu ex ao telefone agora à noite (sim, ligou pro número mais improvável, nêgo soltando a grana, pfff)

-Tô precisando conversar...
-Te recomendo um terapeuta, ele terá o imenso prazer em conversar contigo.

Tun Tun Tun Tun

Aí não satisfeito, rolou um SMS.

Ele mandou "Não te reconheço mais"
Eu respondi "Algum dia você me conheceu?"

Fim!

Porque ninguém merece desenterrar mortos!

Ponto final

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Foram poucas as vezes em toda a minha vida em que tive medo. Medo verdadeiro, daquele que nos faz olhar para o lado com receio do que se possa encontrar, ou com receio de encontrar ali do lado a fonte geradora do medo.

Hoje tenho medo.

Me assusto com a forma como algumas pessoas mudam a história que elas mesmas escreveram. Me assusto com a forma com que as pessoas crescem no meio da fúria e perdem a noção da força que tem e dos seus atos.

Adoraria que hoje fosse apenas uma quinta-feira com sabor de sábado, e que depois do trabalho eu pudesse ir para casa aproveitar o meu primeiro final de semana totalmente livre em quase um ano. Mas não é. Hoje é quinta-feira, depois do dia que eu coloquei um ponto final na única coisa que ainda nos ligava, o dia em que coloquei um ponto final em nós. Um ponto final definitivo. Eu te deixei com as chaves, e pensei que tivesse compreendido. A partir de hoje, tudo em mim se fechou para você. Para você, nunca mais estarei em nenhum lado, e desculpa por ter insistido.

Ar pedante

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Sou sempre muito sincera com os elogios que faço. Não sendo alguém que poupa elogios, também não sou uma pessoa que os distribui como se fossem panfletos de loja de roupa. Existe um grupinho de pessoas que nem fudendo consegue arrancar de mim uma palavra simpática: aqueles que ostentam um ego maior que o cérebro, por exemplo. Além de não ganharem elogios ainda fazem aumentar dentro de mim o desprezo. Quanto mais penso em algumas pessoas que conheço, e que tem um ego que mal conseguem suportar, mais entendo o quão insegura elas são e fico triste de ver como é deprimente essa campanhazinha que fazem de "Ó, como sou incrivelmente digno de um elogio", não para convencerem aos outros que são os melhores, mas para convencerem a si mesmo. To tão cansada de gente assim. Pff....

do destino

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Tava vendo um blog e achei esse memê, fiz porque adoro essa gracinhas e tive uma surpresa.
Vamos lá...quem quiser, faça.

Regras
1- Encontrar o livro mais próximo
Enquanto o amor não vem, de Iyanla Vanzant
2- Abrir na página 161
3- Procurar a frase 5
"O erro dela foi ficar mais do que cinco minutos depois do primeiro tapa"
4- Escrever a frase no blog
5- Não pode escolher o melhor ou a melhor frase.
6- Passar para 5 cinco pessoas
Vou pular essa parte, não gosto de seguir regras até o final:p

Viver tem que ser perturbador

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"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo.


O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia"


trecho de O Divã, de Martha Medeiros

Por fim

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Onde você estiver,
Não se equeça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver não se esqueça de mim

Y sigo pensando

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Cada día pienso en tí

Pienso un poco más en tí

Despedazo mi razón

Se destruye algo de mi

Cada día pienso en tí

Pienso un poco más en tí



Cada día pienso en tí

Pienso un poco más en tí

Cada vez que sale el sol

Busco en algo el valor

Para continuar así

Y te veo asi no te toque

Rezo por ti cada noche

Amanece y pienso en tí

Y retumba en mis oidos

El tictac de los relojes

Y sigo pensando en tí



Y sigo pensando.....