
Talvez seja porque a Penelope Cruz é tão bonita que devia ser proíbido, mesmo gritando irracional e encantadoramente em espanhol. Ou talvez seja a figura do Javier Bardem, que vivo tendo vontade de rasgar a roupa em todos os momentos de tanto me intrigarem aqueles olhos semi-fechados. Talvez foram os cenários, relembrando aquelas ruas: uma esplanada perto do MACBA, o som dos meninos andando de skate; a cidade se estendendo até o mar, vista do Tibidabo; uma sugestão de calor nas ruas estreitas e sujas. Talvez tenha até vacilado com o flamenco, com a guitarra em puro jogo de sedução, me comovendo com inversões e dedilhados agéis que sempre me emocionaram. Devo ter sido atraída pelo castelhano escorregadio e sensual em plena Catalunha. É possível que tenha me deixado embebedar pelos(muitos) copos de vinho, os jantares depois da hora, os conhaques mais impróprios. Sou uma apaixonada pelas peles morenas, pelas bocas que deixam escapar as palavras que não pensamos, pelas mãos que nos tocam mais do que devem. E sou uma apaixonada pelas palavras, pelas armadilhas que elas não pregam e com a forma com que iludimos o desejo. Já estava destreinada: há muito tempo que não gostava de algo assim.
*Post totalmente fã do jeito sensível, sensual e pleno desse filme tão possível quanto a vida real.
*Post totalmente fã do jeito sensível, sensual e pleno desse filme tão possível quanto a vida real.


